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Por que investir em branding?

Investir em branding é sempre uma dúvida que paira sobre as cabeças de gestores. A resposta é simples: basicamente, por que branding traz mais do que clientes. Traz fãs.

Por Lucas Vogelmann, Designer, especialista em branding.


Talvez você já tenha lido que investir na sua marca – ou em branding – é um ótimo caminho para o sucesso.

Mas normalmente, quando você pensa em branding, associa a algo que as grandes empresas fazem. Multinacionais. Gente que domina o mercado. Aí você talvez pense que branding não é algo para a sua empresa. Afinal, ela não tem essa pompa toda. Não é como essas grandes que têm milhões para investir nisso.

Em resumo, você fica com alguns problemas:

  • Se essas empresas investem tanto em branding, você talvez devesse.
  • Mas elas investem porque são grandes? Ou são grandes porque investem?
  • Mas e de onde arrumar o dinheiro para investir em branding?

A resposta para o primeiro problema é simples: sim, você deve investir em branding. Você deve porque branding é muito bom no médio e longo prazos e até dá bons resultados no curto.

Por quê?

Porque branding (1) é o caminho para a consistência de identidade da sua empresa que, (2) leva à efetiva construção de uma marca, algo que confere significado à sua empresa. E aqui não falamos só da marca visual, mas sim de um conjunto de impressões, de sensações que o público tem a respeito da sua empresa. Falamos de uma experiência de marca, que agarre seu cliente e não faça ele querer nada diferente disso, que possa convencer ele de que a sua empresa é ideal.

Branding também (3) ajuda na culturalização da sua marca, ou seja, na construção de um conjunto de significados nas mentes dos consumidores que fazem com que eles tenham todos, mais ou menos, a mesma percepção a respeito da sua marca e, assim, entendam ela como um conjunto de coisas que vão além do seu produto e transformam-se em um jeito de ser, um modo de pensar, de agir, de levar a vida. Algo que é só seu (e deles, quando estão em contato com sua marca).

E tudo isso (4) faz com eles sejam fiéis à sua marca, que indiquem para amigos, que queiram repetir a experiência, que procurem você.

E essas grandes empresas – respondendo ao segundo problema – são grandes porque investem em branding. E investem pesado porque são grandes. E investindo pesado, tornam-se marcas ainda mais fortes e mais lucrativas. Branding é, ao mesmo tempo, o começo, o meio e o fim. Vai do alfa ao ômega da sua empresa. Eu escrevo isso por uma razão simples: faz sentido.

Branding não é somente para os gigantes.

Branding não é somente para os gigantes.

Uma empresa que comece a atuar já pensando em como ela se apresenta, como as pessoas a vêem e sentem já inicia com uma boa vantagem, pois sai do básico, do feijão-com-arroz, e propõe algo que possa ser visto como único, especial. Mas fazer isso em alguns dias e não fazer nos outros (ou fazer algo completamente diferente a cada dia) também não adianta.

Não há consistência.

E deixar de fazer depois de algum tempo leva a marca a morrer. Já que quem “pratica” o branding consistentemente se dá bem. Atrai novos clientes (e fãs), cultiva uma relação com eles, propõe algo único. Faz com que essas pessoas atraiam mais pessoas e torna isso tudo um ciclo.

Não é necessário ser um sheik das arábias para poder investir em branding.

Mas, falando sobre o terceiro problema, não é necessário ser um sheik das arábias para poder investir em branding. Pequenas empresas também podem. Construir uma marca é um processo gradual. É possível ir alinhando pequenos pontos, um de cada vez (mas de forma planejada), para construir todo esse conjunto de significados, experiências, sensações, que são a essência das marcas fortes.

Branding deve ser considerado um investimento para qualquer marca. Mas qual é o retorno desse investimento?

Pode ser difícil medir objetivamente o retorno do investimento em branding, em gestão de marca, uma vez que uma pessoa compra um produto por uma série bem diversa de razões, que podem ser muito pessoais.

Mas uma analogia interessante é que você deve tratar sua marca (nesse aspecto, de investimento) como você trataria uma casa que acabou de comprar. Um dos seus objetivos primários seria cuidar do imóvel de modo que ele desvalorizasse o mínimo possível ao longo do tempo. O que você faz nesse caso? Reformas, pinturas, novos acabamentos, novos cômodos, investe em um quintal melhor. Em resumo, impede que a casa entre em decadência, fique pouco apresentável, mantenha características que são valiosas para o mercado.

Investir na marca é um pouco como isso. Você quer que sua marca esteja sempre impecável (ou suficientemente apresentável), para que o valor percebido pelo público a respeito da marca seja alto, esteja de acordo com o que você quer para ela.

Você quer que sua marca esteja sempre impecável, para que o valor percebido pelo público a respeito da marca seja alto, esteja de acordo com o que você quer para ela.

Uma consultoria em branding pode atuar em vários campos, que vão desde o planejamento da experiência de marca até o projeto de identidade visual. Consultorias costumam aplicar metodologias comprovadamente eficazes, conduzindo a gestão de sua marca de modo profissional e mesmo fornecendo a você tudo o que é necessário para que você possa gerenciar sua própria marca.

Mas, se você não tem os recursos necessários para investir em uma consultoria, também é possível ir fazendo melhorias em sua plataforma de marca por conta própria.

Já falamos aqui sobre alguns pontos importantes na construção de uma marca. Um deles é como começar a construir uma marca de sucesso.

Quando você for conduzir pessoalmente a gestão da sua marca, é importante ter em mente uma coisa: não é uma corrida de 100 metros rasos. É uma maratona. Branding se faz com o tempo. Mesmo que você tenha muitos recursos, muito dinheiro para aplicar em mídia (por exemplo), sua marca só será fixada nas mentes das pessoas com tempo, com exposição, com contato constantes e consistentes.

Outro ponto importante a considerar é que branding é a totalidade da experiência que as pessoas têm com sua empresa. Isso começa dentro, com você, com seu time, com o modo como as pessoas trabalham e vêem o trabalho e culmina fora, com as percepções que as pessoas têm a respeito de sua empresa e marca.

De nada adianta um discurso espetacular se as ações não forem condizentes com ele. Por isso, há um terceiro ponto: toda marca estabelece uma promessa. E essa promessa deve ser cumprida (ou até superada, excedida). Cada vez que uma pessoa decide interagir com sua marca, estabelece-se um contrato de confiança. E o melhor jeito de conquistar a confiança das pessoas é cumprir o que se promete, enquanto o pior jeito é não cumprir.

No final das contas, investir em branding é importantíssimo para qualquer um. O investimento não precisa ser dinheiro. Pode ser tempo, dedicação, consistência.

O importante é que você invista na sua marca.

Do contrário, ela morre.

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